:: o oceano falou comigo e nunca mais fui o mesmo ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de um surfista. Desde pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio.
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:: Sábado, Junho 19, 2004 ::

Vida - Morte

"Obrigado pelo tempo que você tem me proporcionado!!!

Difícil será largar isso tudo".


Nós nem nos conhecemos................................. mas temos bastante tempo!!!

A impermanência e a natureza transitória da vida são encaradas habitualmente como negativas, algo que nos inspira temor e resistência; mas é precisamente porque tudo está a nascer e morrer continuamente que já estás livre. Mesmo que queiras estar apegado e preso, tal não é possível. Mesmo que tentes agarrar-te à forma como as coisas são e àquilo que possuis, não podes fazê-lo. Não é maravilhoso? Tudo parte a seu tempo; estás livre de todas as coisas, quer o queiras quer não. A maior parte das pessoas temem a perda daquilo a que têm amor e apego mas na verdade a perda traz mais liberdade.

:: 5:29 AM ::

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:: Sexta-feira, Junho 18, 2004 ::

Surfe na internet em cima da prancha


A prancha possui um laptop

A partir de agora, já é possível surfar na internet e nas ondas do mar ao mesmo tempo. A Intel, marca de processadores mundialmente conhecida, acaba de apresentar ao mercado uma tecnologia que promete revolucionar o conceito da palavra "surfar".

Trata-se de um protótipo de uma prancha, desenvolvido pelo shaper Devon Jools Matthews, que abriga nada menos que um laptop, painéis solares e uma câmera de vídeo, além de possuir internet de alta velocidade graças a um ponto de conexão instalado na praia.

A novidade foi apresentada nesta sexta-feira durante o Intel GoldCoast Oceanfest, um mega festival que reúne várias modalidades esportivas, entre elas o surf, e shows de música realizado em Croyde Beach, na costa de North Devon, Inglaterra.

Segundo os idealizadores do projeto, a prancha do futuro foi desenvolvida para mostrar ao público que a tecnologia de última geração já chegou às areias da praia e ao mar. Ela será inaugurada pelo surfista profissional Duncan Scott.

"Para um surfista profissional, explorador, escritor e produtor de filmes como eu, que viaja o mundo inteiro, é fundamental poder me comunicar com o mundo de forma rápida e eficaz", explica Scott, que também opinou na criação da prancha, na verdade um longboard de 9 pés.

O computador "de bordo" - ou seria de board - possui tecnologia Intel e está embutido ao shape em uma caixa à prova d'água feita especialmente para esta finalidade. A energia é gerada graças aos painéis solares e a câmera possui 64 mega de capacidade para armazenar as imagens.

Mesmo sendo parte de uma espécie de "brincadeira", houve sérios esforços por parte dos técnicos da Intel para que a tecnologia não atrapalhasse o desempenho da prancha. O laptop pesa cerca de 2 quilos e foi posicionado em um local que interfere no equilíbrio do longboard.

"A idéia é proporcionar às pessoas a liberdade de poder acessar a internet onde e quando elas quiserem. E essa tecnologia demonstra que com um pouco de imaginação isso já é possível", disse Tim Hatch, gerente de marketing da Intel.

O Intel GoldCoast Oceanfest acontece de 18 a 20 de junho em North Devon, Inglaterra.

:: 8:20 PM ::

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:: Quinta-feira, Junho 17, 2004 ::

Em essência, todo ser tem uma natureza perfeita. Devido aos hábitos e deduções incorretas, chegamos a um nível de confusão em que não somos mais capazes de compreender essa natureza. Mas isso não significa que ela esteja ausente, ou que tenha se distanciado de nós.

É como se uma pedra de gelo se perguntasse: "Por que me deixaram aqui sozinha, sólida e fria? Onde está a água?". Mas essa reclamação está errada, porque a água não foi a lugar algum... Cada um de nós em essência é Buda. Mesmo que não saiba o significado da palavra! Buda é a "perfeição", a atemporalidade, a qualidade da sabedoria. Mas nós estamos "frios" há tanto tempo que agora estamos sólidos como um cubo de gelo, e não vemos mais a água. Mas precisamos conhecer nossa essência e relaxar em sua verdadeira natureza. Precisamos derreter o cubo de gelo. É por isso que o trabalho a ser feito não é em relação a outra pessoa; não é modificar os outros. Nosso próprio coração congelado precisa se aquecer para percebermos e alcançarmos a realização da nossa própria natureza. A partir daí, podemos beneficiar todos os cubos de gelo. O que acontece se você puser pedras de gelo em uma bacia com água morna? Todas ase tornam a água morna. Em um certo sentido, o esforço do caminho espiritual é o esforço de aquecer opróprio coração, para que você possa alcançar a realização da verdadeira natureza de maneira que todos possam ficar livres do frio, do isolamento e da soliidez, conhecendo a sua própria natureza. É um trabalho e tanto, que exige tempo e habilidade.

Através dos ensinamento é possível encontrar uma maneira de aquecer o coração. Primeiro, precisamos nos lembrar dos outros, que são no mínimo tão importantes quanto nós. É tão difícil permitir que os outros sejam tão importante quanto você! É magniífico ser capaz de fazer isso; para isso, precisamos ser capazes de desfazer nosso próprio sentido super desenvolvido de auto-importância e permitir que os outros sejam importantes. Precisamos ser capazes de dar o nosso amor, a nossa compaixão, o nosso interesse e cuidado, as nossas orações, para aquecermos nosso coração. Isso é o que fazemos quando contemplanmos os ensinamentos, meditamos e relaxamos nossa mente. Um pouco a cada dia, começamos a desfazer o nó - ninguém nos colocou nessa situação, e ninguém tem como tirar-nos dela. Temos que domar nossa própria mente.


Lama Tsering Everest

:: 1:00 PM ::

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Internamente, olhe para a natureza de sua mente,
A mente natural e sem esforço, como o céu,
A natureza como ela é, espontaneamente pura desde o próprio início,
A verdade absoluta, além da realização através do esforço com causa e condições,
A grande sabedoria da auto-luminosidade, a lucidez inata, o próprio estado desperto,
Transcendendo todas as inibições, o permanecer, o ir e vir,
O estado natural livre de conceitos, de projeções mentais e de absorções.

Tudo é o fluxo natural, a grande imanência espontânea,
A sabedoria além do pensamento, da expressão e do exemplo,
A mente do Buddha, a natureza da grande expansão vasta,
A mente de sabedoria do Samantabhadra auto-nascido,
O alcance último de todos dos dharmas,
Sutras, tantras, transmissões e instruções capitais,
Louvada pelos milhões de instruídos e realizados do passado,
Não apenas uma vez, mas de novo e de novo.


Geo! Mangalam!


:: 12:54 PM ::

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As pessoas desancanamm o casamento. Dizem que o amor mingüa, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.

Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.

Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.

O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.

:: 12:49 AM ::

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Muito boa!!!



:: 12:40 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________


Pense nisso!!!

:: 12:27 AM ::

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:: Quarta-feira, Junho 16, 2004 ::

Caminhemos, pois.

Sem começo nem fim. Além do nascer e do morrer. Eterno transformar. Podemos nós, pequenos seres humanos, direcionar a transformação.

Tudo com moderação, inclusive a moderação.

:: 2:36 PM ::

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:: Terça-feira, Junho 15, 2004 ::

" Ela escreve. Eu mudo. Nós apagamos. Eles todos juntos unidos descabidos. Estrelas esperas esperantos esperanças.

Ele e ela foram embora. Agora estão eu e você. Ainda faziam planos acrobáticos para abraços, quando o tempo engavetou seus sorrisos. Ela poesia de minha amargura. Jamais venha a saber que nunca entendi nada do que ela disse. Jamais vá admitir que nunca entendeu nada do que eu disse.

Como nos desentendiamos bem. Ela beijava o verbo, eu fazia sexo silenciosamente com poucos versos. Mas agora só somos eu e você. Como se isso fosse mudar a conjuntura socio-econômica da lembrança dos nossos desesperos de mãos dadas.

Ela ainda acredita.

E passam por violências, cometidas em nome da liberdade.
Por dores, em prol do amor.
Por desesperos, em nome da esperança.

(...) "


Vitor Freire

:: 11:47 PM ::

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"Não. Eu te evito. Não me deixa viver em paz. Não quero diálogos. Quero paz. Será que você poderia sair pra passear pelo infinito?"

Ju Polimeno

:: 11:43 PM ::

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A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras.

"certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

:: 2:05 AM ::

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:: Segunda-feira, Junho 14, 2004 ::

Tá de volta a polêmica do "Homem Metrossexual". Pô, fala sério, vaisifudê com esse papo.

Imagine a cena: um homem bem-sucedido, na casa dos 30, chega em casa após um estafante dia de trabalho. Joga seus sapatos Prada masculinos de US$350 para um lado, seu terno Ermenegildo Zegna de R$2 mil para o outro, põe um CD do Coldplay - ou do DJ Patife - para tocar no seu microsistem de designer chiquérrimo e vai ao chuveiro. Na saída, aplica dois cremes. Um de rejuvenescimento facial e um outro, hidratante para o corpo todo. Veste-se em pijamas de seda, pega sua revista The Face, uma bandeja de sashimi e posta-se diante de seu descoladíssimo home theater para assistir pela TV por assinatura ao já manjado Sex and the city e o novíssimo Queer eye on the straight guy, um seriado da TV britânica.

É possível que você mesmo (a) conheça alguém assim. Eles são inconfundíveis. Só saem de casa combinando sapato e cinto, aplicam cremes no rosto, no corpo e cabelo, freqüentam academias e fazem bronzeamento artificial, estão por dentro - ou pelo menos acham que estão, há controvérsias - dos últimos hippies da cultura pop, adoram decoração, cinema, artes plásticas, design de objetos, mantêm a barba e o cabelo rigorosamente em dia com a moda, gostam de sair para dançar música eletrônica nos clubes mais badalados do momento e viajam muito. Física e mentalmente.

Fala sério!!! Troca tudo.

Imagina a cena: um homem, ainda não bem-sucedido mas lutando pra chegar lá, na casa dos 30, chega em casa depois de um dia de trabalho. Joga a mochila-sacola-pasta no sofá, tira o casaco e joga na cama, põe pra tocar um CD do Eric Clapton ou do Bob Marley no seu cd-player-nada-demais-mas-que-tem-um-bom-som e vai ao chuveiro. No banho, só xampoo, não importa a marca. Na saída, bota uma bermuda e pega sua Revista TRIP, a pizza requentada que tinha colocado pra esquentar no microondas e senta no sofá para assistir o SPORTV, provavelmente alguma reprise de um jogo de futebol.

Então, qual dos dois as mulheres preferem? Esse tal "homem-moderno", ou aquele que mexe realmente com o imaginário feminimo.? Esse tal "homem-sentimental" ou aquele cara que "sabe ser grosso" e ao mesmo tempo sabe ser sentimenal?

Compara aí.



Tá levantada a polêmica.

:: 12:23 AM ::

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:: Domingo, Junho 13, 2004 ::

Jack Johnson - Thicker Than Water



Sossegado, sossegado, Jack Johnson vai levando um vidão. Quando não está no mar pegando onda, ganha a vida tocando suas canções tranqüilas, uma espécie de blues praiano, mas mole como reggae, sonolento no melhor sentido da palavra. Além do surf e da música, Jack se arrisca, com sucesso, como diretor de filmes. Este disco é a trilha da película que fez com uma câmera de 16 mm, viajando o mundo com amigos, atrás de ondas, por 18 meses. Das 14 faixas, quatro são baladas de Jack. As demais não fogem ao espírito otimista e pacífico do som de Johnson. Caso das faixas "Underwater Love" dos Meters e "Underwater Love", mezzo português, mezzo inglês do Smoke City. Álbum perfeito para ouvir no mar, pena que prancha não tem CD player.

:: 11:42 PM ::

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O fascínio do conhecido é quase invencível. Conduzir a percepção na direção do desconhecido siginfica afastar-se da corrente principal das preocupações humanas. Significa desidentificar-se dos pensamentos e sentimentos que fazem de nós mesmos homens comuns, na tentativa de retornar ao conhecimento que brota do silêncio.

:: 11:34 PM ::

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